quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Jacarepaguá: 417 anos de História
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Freguesia de Jacarepaguá: 350 anos de História
A freguesia, designação portuguesa de paróquia, era um termo usado em Portugal e no Brasil colonial para representar um território submetido à jurisdição espiritual de um vigário que também exercia a administração civil. A primeira freguesia criada em nossa cidade foi a de São Sebastião, fundada em 1569, com área coincidente com a da capitania do Rio de Janeiro. Posteriormente, foram criadas as freguesias de Nossa Senhora da Candelária (1634), Nossa Senhora da Apresentação de Irajá (1644) e Nossa Senhora do Loreto e Santo Antônio de Jacarepaguá (1661). Esta última desmembrou-se de Irajá em decorrência da distância que a igreja Matriz estava da Baixada de Jacarepaguá, ficando quase inviável para o pároco administrar os sacramentos. Foi instituída, em 6 de março de 1661, pelo então governador do Rio de Janeiro, João Correia de Sá.
Inicialmente a sede da Freguesia de Jacarepaguá ficava na capela da Fazenda do Capitão Rodrigo da Veiga Barbude, sendo transferida posteriormente para a ladeira da Pedra do Galo (Morro da Freguesia), onde o padre Manoel de Araujo construiu, em 1664, uma nova capela. O atual templo, edificado no mesmo lugar, só foi levantado no século XVIII.
Em um passado não muito distante o aniversário da região era comemorado no dia 6 de março. Com o passar do tempo, o dia 9 de setembro, data da doação de terras feita por Salvador Correia de Sá, no ano de 1594, aos seus dois filhos, foi substituindo o dia da criação da freguesia, até ser instituído, pelo Projeto de Lei no 206/2001, como a data oficial do aniversário de Jacarepaguá.
domingo, 8 de maio de 2011
7ª Caminhada Histórica ao Açude do Camorim


No dia 17 de abril os professores Val Costa e Jéferson Pires realizaram mais uma caminhada ao Açude do Camorim. O Evento faz parte do projeto “Trilhas de Jacarepaguá – Caminhando pela nossa História” e visa apresentar uma parte do patrimônio histórico e natural da região de forma lúdica e interativa. O grupo, composto por estudantes secundaristas e professores, percorreu uma trilha de aproximadamente 3,5 km dentro do Parque Estadual da Pedra Branca. Nela, além das duas cachoeiras, puderam contemplar a rica biodiversidade local e entrar na Capela de São Gonçalo de Amarante, a segunda mais antiga da região.
quinta-feira, 24 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Blog de professor do município do Rio de Janeiro inaugura espaço sobre Jacarepaguá

terça-feira, 21 de dezembro de 2010
As praias da cidade também têm história

Com um litoral de 197 quilômetros de extensão (27,3 km na Baixada de Jacarepaguá), as praias da cidade estão entre as mais freqüentadas do estado, entre elas, podemos destacar a Praia da Barra e a Praia do Pepê, esta última conhecida internacionalmente pela prática do surf. O litoral atlântico apresenta alternâncias consideráveis: ora alto, quando em contato com as ramificações costeiras dos maciços da Pedra Branca e da Tijuca, ora baixo, trecho pelo qual se estendem as praias. Uma das áreas litorâneas menos populosa, limitada à nordeste pela Serra do Mar, ao norte pela Serra de Madureira, a sudeste pelo Maciço da Pedra Branca e ao sul pela Restinga da Marambaia, é a Baía de Sepetiba.
Essa área também foi palco da segunda invasão francesa ao Rio de Janeiro. Após ser rechaçado da Baía de Guanabara pelos canhões da Fortaleza de Santa Cruz, em 11 de setembro de 1710, o corsário francês Jean François Duclerc desembarca em Guaratiba com 1200 homens. Os franceses não encontraram resistência nessa parte da cidade e atravessaram toda a Baixada de Jacarepaguá, saqueando e destruindo vários engenhos, inclusive o do Camorim, chegando ao centro da cidade pela atual Serra Grajaú-Jacarepaguá. No Largo do Carmo, atual Praça XV de Novembro, travaram uma sangrenta batalha com os portugueses, que terminou com a rendição de Duclerc e seus 600 homens restantes, no dia 21 de setembro do mesmo ano.
A mesma praia onde os franceses desembarcaram, seria sinalizada, em 1941, como um dos pontos mais vulneráveis do então Distrito Federal em um documento de uso exclusivo do exército dos Estados Unidos. Esse documento deve ser entendido a partir das pretensões estadunidenses para o Brasil durante a Segunda Guerra Mundial, materializadas em dois planos: o Pote de Ouro e o Lilás. O Plano Pote de Ouro, preparado em maio de 1940, previa o envio imediato de 10.000 homens (Exército e Fuzileiros Navais) por via aérea ao Nordeste do Brasil, para apoiar as forças do governo brasileiro, caso ocorresse uma invasão nazista. O Plano Lilás partia do princípio de que as bases do Nordeste eram vitais para os Estados Unidos. Em fevereiro de 1942, o Plano Suplementar Lilás-Setor Rio foi aprovado. Lidava com um possível golpe pró-germânico e com uma eventual retirada do governo deposto de Vargas para a área de Natal-Recife, onde o presidente seria protegido e iniciariam as operações ofensivas contra as Forças Armadas Brasileiras, ajudadas pelas potências do Eixo, em um avanço em direção à cidade do Rio de Janeiro, então Capital Federal.
Durante quase três anos da Segunda Guerra Mundial o presidente Getúlio Vargas se manteve neutro. Essa neutralidade acabou em agosto de 1942, quando ocorreu uma sucessão de ataques de submarinos alemães a navios brasileiros no litoral do Nordeste, obrigando Vargas a declarar o Brasil, em 31 de agosto de 1942, em estado de beligerância contra o Eixo.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Jornal Abaixo Assinado promove a IV Semana Alternativa de Jacarepaguá
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O JAAJ dá mais um passo para democratizar a informação ao promover um encontro entre pesquisadores, lideranças comunitárias e moradores da Baixada de Jacarepaguá. O evento teve como objetivo principal levar temas antes restritos aos bancos universitários ou a movimentos sociais ao conhecimento do grande público. A IV Semana Alternativa de Jacarepaguá aconteceu no dia 18 de setembro, no auditório da Universidade Estácio de Sá – Campus R9 e contou com duas mesas redondas, apresentações musicais e uma exposição de fotos e gravuras.
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A primeira palestra, mediada pelo professor Val Costa, foi sobre as “Questões Ambientais na Baixada de Jacarepaguá”. O primeiro palestrante, o biólogo Mario Moscatelli, nos alertou especialmente para o problema da poluição nas lagoas, praias e rios da Baixada de Jacarepaguá, mostrando também que este não é só um problema da nossa região, mas de toda a cidade do Rio de Janeiro. O segundo palestrante, o geógrafo Alexandre Pedroso, gestor do Parque Estadual da Pedra Branca, abordou a questão da degradação ambiental nessa Unidade de Conservação e apresentou as realizações da sua gestão. Respondeu ainda perguntas da platéia sobre a remoção da população do entorno do parque.
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A segunda mesa abordou o tema “A História das lutas fundiárias na Baixada de Jacarepaguá” e teve como mediador o Coordenador Editorial do JAAJ, Almir Paulo. A primeira palestrante foi a historiadora e presidente do Instituto Histórico de Jacarepaguá, Heluana Macedo. Heluana apresentou a sua pesquisa sobre o testamento de D. Vitória de Sá e a divisão de terras no antigo Engenho do Camorim. Posteriormente falou Fladmir Guimarães, líder do Movimento União Popular – MUP. Fladmir expôs as conquistas e dificuldades dos movimentos sociais na região e os diversos interesses que existem em uma das áreas mais valorizadas da cidade.
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O público também pôde conferir duas apresentações musicais, uma dos alunos do Núcleo de Artes da Escola Municipal Silveira Sampaio, e outra do cantor e compositor Paulinho Thomaz.
Durante todo o evento, os presentes puderam apreciar a exposição de fotos do livro “Sertão Carioca”, organizada pelo Instituto Histórico de Jacarepaguá.


